Mãe de 3, coach especializada em perfil comportamental

Sou o que chamam de pessoa tímida, reservada, discreta, tranquila. De todos esses adjetivos, tranquila é o mais falso!

Eu hoje reconheço que meu tom de voz, minha forma de falar transmitem sim tranquilidade na maioria das interações, só que não sou nada tranquila.

Minha cabeça é uma máquina de traçar cenários.

Aos 19 fui para a terapia me entender. “Então moça, eu sinto muitos medos! Não sei de onde vem!” Descobri um pouco ali.

“Fernanda, no eneagrama você é tipo 6, há uma facilidade imensa para você analisar situações, e a partir daí estipular riscos.”

Traduzindo, é o seguinte: suponha que vamos ao parque em família, minha cabeça começa a fazer várias frases que começam com “ E se..”

E se chover?

E se esfriar?

E se alguma criança sentir fome?

E se molhar a roupa derramando água?

eneagrama personalizado

Diante de tanto “e se” geralmente saio com uma mala de 5 kg para ir ao parque!

Ahh, nela sempre tem remédios, claro, porque “e se” tiverem febre? Vomitarem? Tiverem dor de cabeça, de ombro, de nariz????

Pode parecer muito bom, mas a verdade é que é exaustivo ser assim!

Pense em um show. Quem está ali pensando em todos os problemas possíveis, no som, na iluminação, no cenário, não aproveita o espetáculo! E a vida é um grande show!

Por isso, eu senti que era preciso dar o passo 2 além de me conhecer, que era equilibrar esse meu perfil. Nessa busca, além de saber sobre mim, descobri também sobre os outros. Aprendi a ler as pessoas.

Penso que uma das habilidades mais importantes necessária a todos nós, seres humanos, é a de ler pessoas para guiar a sua comunicação.

Como ex-gerente financeiro de grandes instituições, sempre tive interesse no desenvolvimento humano, mas meus 18 anos no mundo corporativo não me proporcionaram esse conhecimento.

Foi minha vida pessoal, especialmente a maternidade, que me levou a buscar esse tema. Em 2020, com três crianças pequenas em casa, um dos meus filhos começou a apresentar um comportamento desafiador, e me senti impotente e culpada. Recusei-me a aceitar que essa fase era “normal” e decidi buscar informações.

Mergulhei nos estudos sobre desenvolvimento humano e descobri o perfil comportamental, com base na teoria do Big5 em Neurociência. Aplicando o que aprendi, vi transformações notáveis na minha família.

Cada um dos meus filhos precisava de uma abordagem educacional personalizada, e isso fez toda a diferença.

Compreendi que um mesmo estilo de educação pode funcionar bem para um perfil, mas ser prejudicial para outro, o que também se aplica a equipes de trabalho.

Essa jornada não só transformou minha vida pessoal, como também me fez entender meu próprio perfil e trabalhar para ser quem eu queria ser.

Passei de uma mulher séria a uma mãe criativa e divertida, de tímida a comunicativa, capaz até de gravar vídeos na internet.

Essa transformação foi tão poderosa que transbordou, e hoje ajudo outras pessoas a se conhecerem melhor e aprimorarem suas vidas.

Ser uma coach introvertida tem suas vantagens; conecto-me facilmente aos sinais não verbais e realmente escuto as pessoas, o que é essencial para ajudá-las a enxergar o que muitas vezes não conseguem ver.

educacao especializada para crianças